Degradação ambiental na bacia do Rio das Mortes

Comentário veiculado na Rádio Globo em 24/05/2019

Na última quarta-feira, 22 de maio, foi celebrado o dia mundial da biodiversidade. A data, criada pelas Nações Unidas, visa conscientizar as pessoas sobre a importância da diversidade biológica.

Esse é, ou pelo menos deveria ser, um tema central para a nossa região. As atividades minerárias, agropecuárias e muitos de nossos assentamentos urbanos datam do século XVIII. Isso significa que o nosso processo de degradação ambiental é histórico e cumulativo. Muitas das espécies de fauna e flora que aqui existiam no passado já foram dizimadas.

Apenas 15% de toda a cobertura vegetal natural da bacia do Rio das Mortes permanecem intactas. O pesquisador da Universidade Federal de São João del Rei, Ferreira Castro, analisando imagens de satélite desde 1984 até o presente concluiu que a bacia possui extensas áreas altamente degradadas e com processos de erosão e assoreamento do solo que comprometem todo o sistema ecológico ao redor do rio.

O autor alerta ainda que mesmo com advento das tecnologias e da informação em relação ao mal-uso do solo, da importância de áreas ambientais com vegetação nativa, planejamento territorial, etc., práticas mais eficientes ainda não são adotadas.

Soma-se a esse cenário histórico novos cultivos. O eucalipto, por exemplo, é um cultivo que cresceu de forma exponencial na nossa região na última década. Pra se ter uma ideia, já existem hoje por aqui mais áreas ocupadas por plantações de eucalipto que por cidades. 

O cenário é desolador, mas existe esperança. No passado recente citei aqui a bela iniciativa do fotógrafo Sebastião Salgado que recuperou uma área de centenas de hectares aqui em Minas com mata nativa. Vale agora citar outro símbolo de práticas sustentáveis. Se você ainda não conhece, procure conhecer a agroecologia, ou agricultura sintrópica, de Ernst Götsch. As tecnologias, conhecimentos e recursos para recuperarmos a biodiversidade da bacia do Rio das Mortes já existem. O futuro, então, é uma escolha nossa.

Conheça os exemplos e acesse os dados citados no comentário de hoje no blog antonioclaret.com.

Antônio Claret para a Rádio Globo.    

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