O crime e a cultura da violência fazem novas vítimas

Comentário veiculado na Rádio Globo em 15/03/2019

Nesta semana o Brasil descobriu que os assassinos de Marielle Franco, os criminosos que tentaram calar uma importante voz política que clamava por igualdade de direitos, eram, na realidade, justamente as pessoas que deveriam nos proteger, policiais que também juraram assegurar a paz, a liberdade e a igualdade. Nesta semana, outro sinal assustador de que a violência possa estar se consolidando como norma no nosso país veio da Escola Raul Brasil em Suzano-SP. Dois jovens armados tiraram, a tiros, as vidas de cinco estudantes e duas funcionárias da escola. Uma delas era Marilena Ferreira, natural da cidade de Ubá, em nossa região.

A violência é uma forma estúpida e ineficiente de lidar com os problemas que o mundo e a sociedade nos apresentam. Ela pode se manifestar de diversas formas, com palavras ou tiros, e em diversos contextos e espaços: no trânsito, dentro de casa, na escola, no trabalho, entre vizinhos…

Se existe algo que a história e a ciência nos ensinam é que violência apenas gera mais violência. É por isso que para tanta gente soa absurda a proposta de armar os professores para evitar novos massacres. É por isso que tanta gente lamenta a demora ou a incapacidade de autoridades em lamentar o massacre e o assassinato.  

A propósito da tragédia em Suzano, o educador Lauro Lamounier nos faz refletir sobre a cultura de violência que segue prevalecendo em nossa sociedade. Ele diz: “Enquanto insistirmos em acreditar que ensinar humildade, modéstia, fraternidade, tolerância, perdão e simplicidade é coisa de carola, de religiosidade do século passado, a coisa vai andar de mal a pior… É urgente reconhecer que o caminho está errado e que é necessário mudar de rota!”

Duas reportagens para alimentar o seu pacifismo:

Massacre em escola escocesa levou Grã-Bretanha a proibir armas em 1997
https://www.bbc.com/portuguese/geral-47568103

Austrália pesa méritos da lei de armas, 20 anos após massacre de Port Arthur
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/04/1766161-australia-pesa-meritos-da-lei-de-armas-20-anos-apos-massacre-de-port-arthur.shtml


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