Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

8 jeitosA Organização das Nações Unidas estabeleceu, no ano de 2000, um pacto mundial pelo desenvolvimento humano. Todos os 191 países com assento na Assembleia Geral se comprometeram a melhorar seus indicadores com vistas a alcançar uma sociedade mundial livre da fome e da miséria, com educação e saúde de qualidade e meio ambiente preservado. Esse compromisso se materializa nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Para além de ser apenas um compromisso de governos nacionais, os ODM são também uma proposta de mudança de atitude individual, um compromisso que deve ser assumido pela sociedade, empresariado e esferas subnacionais: estados e municípios. O Governo do Estado de Minas Gerais, em atitude pioneira, está repactuando seus ODM junto à ONU, uma vez que a maioria das metas para o ano de 2015 já foram alcançadas. Os mineiros estão propondo o alcance de novos objetivos, ainda mais ousados. Esse desafio se insere em um planejamento de médio e longo prazos que tem o horizonte de transformar Minas Gerais no melhor estado para se viver no Brasil.

No caso dos municípios, inclusive Barroso, o debate acerca dos ODM é ainda muito tímido, inexistente na grande maioria deles. Essa lacuna reflete a carência de uma visão de planejamento em longo prazo e impede que os cidadãos tenham parâmetros e informações para comparação e compreensão da realidade local, elementos, sem os quais, não é possível cobrar ações dos governantes e se engajar plenamente pelo desenvolvimento.

Como forma de ampliar o nível de informação dos barrosenses sobre o status do nosso desenvolvimento humano e estimular o debate a respeito da direção de nosso progresso, estamos iniciando, a partir desta semana, uma série especial de 8 textos que discorrerão sobre a situação de desenvolvimento municipal em cada um dos ODM.

Nesse momento de encruzilhada em que nos encontramos, com a cidade prestes a viver transformações em toda sua estrutura social, é fundamental pensarmos sobre nossos problemas de forma objetiva. Faz-se necessário promover um pacto entre poderes públicos e sociedade, que tenha como horizonte uma gestão comprometida com resultados, afastando o fantasma do populismo e da demagogia em favor de uma administração mais técnica e impessoal, sem compadrios, e fundamentada nos mais altos princípios éticos e morais.

Pelas próximas semanas, estão todos convidados a conhecerem e debaterem conosco a respeito dos principais problemas locais, a partir da ótica dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Transformar Barroso na melhor cidade para se viver é um sonho possível e nós acreditamos nele.

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2 Comments Add yours

  1. francisco diz:

    eu como barrosense fico indignado com estas questões da saúde pois arrumam essas confusões com verbas.subsidios.politicas.e quem leva a pior são os pobres da cidade e regiões circunvizinhas que dependem do hospital.ta na hora de tomar vergonha na cara e parar de acusações e fazer acontecer eu fiquei indignado pois meu pai esta internado assim como tem pessoas de dores de campos.e não se pode dar um prato de comida pro acompanhante.não falo de mim mas dessas pessoas de fora que fica de acompanhante sera que tirar um prato de comida dessas pessoa que esta com seu familiar enternado vai sanar a divida do hospital? meu DEUS quanta covardia.so tenho a lamentar que esta situação chegou a este ponto.que vergonha pra quem sai e pra quem entra na diretoria que busca no sofrimento das pessoas possíveis reduções de gasto para justificar esta atitudes.sem falar das condições que o acompanhante passa em ficar as noites sentado em uma cadeira sem conforto mínimo para acompanhar seu doente……..

    1. Caro Fernando,

      Toda decisão do poder público tem consequências. Algumas vezes são positivas, outras negativas. Quando a Prefeitura não repassa o esperado ao Hospital algo precisa ser feito para controlar a situação. Neste caso, foi preciso cortar gastos e economizar em muitas áreas. Como os recursos são escassos é preciso “lutar” pela definição de prioridades. Felizmente a política e a democracia são meios pacíficos de resolução de disputas por prioridades. Acredito que os cidadãos não devem ter uma postura passível diante desta ou de qualquer outra situação semelhante. É preciso revindicar direitos, compreender o problema, exigir soluções. Em outras palavras, é preciso fazer parte da disputa e não reclamar de sua existência ou achar que tudo não passa de “acusações” sem sentido. Problemas como a falta de recursos para a Saúde começam na hora do voto e se estendem por conta da alienação e da falta de interesse dos cidadãos em entender e participar do debate.

      Att.,

      Antônio Claret

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